segunda-feira, 8 de agosto de 2011

HPV - Cancro Cólo Uterino Infos

Anualmente, mundialmente morrem milhares de mulheres vitimas de Cancro do Colo do Útero, provocado pelo Pampiloma Vírus Humano, HPV, aliás no Brasil 137 mil novos casos são diagnosticados anualmente, na Europa, o cancro do colo do útero é a 2ª causa de morte por cancro, em mulheres entre os 15 e os 44 anos, em Portugal morre 1 mulher por dia, vítima do cancro do colo do útero, como tal, achamos, como mulheres pertinente falar sobre a Prevenção do HPV, alias actualmente o HPV é um assunto em discussão, tendo em conta que a Vacina do HPV passou a fazer parte do Plano Nacional de Vacinação, em torno desta vacina e desta doença foram feitos muitos rumores e muitas pessoas ficaram com ideias erradas da doença e da vacina em si.
Portanto hoje vou deixar alguma informação sobre o HPV



Infecções por Vírus do Papiloma Humano
(HPV)

O Vírus do Papiloma Humano (HPV) é responsável por uma das infecções de transmissão sexual mais comuns a nível mundial.
As infecções genitais por HPV são, geralmente, transmitidas por via sexual através do contacto directo (pele ou mucosa) e, mais raramente, por via vertical, durante o parto. Estão também descritos alguns casos de transmissão por contacto orogenital (sexo oral).
As infecções por HPV são as infecções de transmissão sexual mais comuns nos adolescentes e adultos jovens
O cancro do colo do útero (CCU), o segundo tipo de cancro mais frequente na mulher em todo o mundo, tem uma etiologia relacionada com a infecção por HPV em quase 100% dos casos, sendo esta a patologia mais relevante associada a este vírus.
As mulheres com início precoce das relações sexuais e com múltiplos parceiros nos primeiros anos de vida sexual, ou com um parceiro que tenha múltiplos parceiros, apresentam um risco maior de contraírem esta infecção.
Na maioria dos casos, a infecção por HPV é transitória e auto-limitada devido à resposta imunológica do indivíduo. Contudo, se a resposta imunológica local e sistémica não for suficiente para erradicar a infecção, as partículas virais propagam-se por contiguidade, infectando outras células da mucosa.
Se bem que, a maioria das infecções regride espontaneamente, estima-se que 10 a 20% podem tornar-se persistentes causando lesões invasivas. Nestes casos, não havendo detecção e tratamento das lesões, tem-se constatado a evolução para carcinoma invasivo do colo do útero.
O cancro do colo do útero desenvolve-se lenta e progressivamente e a idade de maior incidência da doença é entre os 45 e os 55 anos.
Além do cancro do colo do útero, este vírus é ainda responsável por outras patologias que, sendo benignas, são causa de muita ansiedade e sentimentos de culpa, como os condilomas/verrugas genitais que nesta última década, têm aumentado de incidência na população, principalmente em idades mais jovens e durante os primeiros anos de vida sexual.
São conhecidos mais de 200 tipos deste vírus, sendo uns mais “perigosos” do que outros. Dos mais agressivos, os genótipos 16 e 18 são responsáveis por 70 a 75% dos casos de cancro do colo do útero, enquanto que dos menos agressivos, o 6 e o 11 são os responsáveis pelo aparecimento de cerca de 90% dos condilomas genitais.



Controlo da Infecção

As medidas de prevenção primária, incluindo a utilização de vacinas que tenham na sua composição os genótipos adequados, permitem reduzir as infecções por HPV e contribuem não só para baixar a incidência de cancro do colo do útero e também de outros tipos de cancro causados por HPV, como para a redução dos condilomas genitais e outras patologias.
Para o controlo desta infecção, devem privilegiar-se estratégias integradas, incluindo:
Prevenção primária - prevenção da infecção por HPV através de programas apropriados paraincentivar comportamentos saudáveis, e também através da vacinação;
Prevenção secundária – detecção precoce de lesões pré-malignas - através de programas de rastreio organizados que prevêem a convocação das mulheres dos grupos alvo identificados, de acordo com uma calendarização definida;
Prevenção terciária – diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos para os casos avançados de doença.

A Vacinação

        A existência de um tumor maligno com história natural complexa mas bem conhecida e associada a um vírus (HPV), em quase 100% dos casos, levou ao
desenvolvimento de duas vacinas.
Desde Dezembro de 2006 está comercializada em Portugal a vacina tetravalente (Gardasil®), desenvolvida contra os HPV 16 e 18 (responsáveis por 70 a 75% de casos de cancro do colo do útero) e contra os HPV 6 e 11 (responsáveis por cerca de 90% de casos de verrugas genitais/condilomas).
Desde Outubro de 2007 está também comercializada em Portugal a vacina bivalente (Cervarix®), desenvolvida contra os HPV 16 e 18 (responsáveis por 70 a 75% de casos de cancro do colo do útero).
Ambas as vacinas são constituídas por partículas semelhantes aos vírus (vírus like particles - VLP), não infecciosas, produzidas por tecnologia de DNA recombinante e destinam-se à prevenção de infecções por HPV, incluindo infecções persistentes, lesões vaginais de baixo grau, lesões precursoras do cancro e finalmente, cancro do colo do útero. Adicionalmente, a vacina tetravalente (Gardasil®) previne também a incidência de condilomas e de lesões vulvares e vaginais.
Ambas as vacinas estão recomendadas a raparigas e mulheres jovens num esquema vacinal de 3 doses por via intramuscular e para nenhuma delas está estabelecida a necessidade de reforços.
A vacinação deve ser efectuada, preferencialmente, a jovens adolescentes antes do início de vida sexual activa; em Portugal foi decidido administrar a vacina HPV por rotina no Programa Nacional de Vacinação (PNV), às raparigas com 13 anos de idade.
Todavia, nenhuma das vacinas existentes confere protecção contra todos os tipos de HPV oncogénicos e o seu efeito só se verificará a médio/longo prazo, pelo que, a continuidade e o desenvolvimento do rastreio do cancro do colo do útero a todas as mulheres é fundamental.
A vacinação com a vacina HPV, de forma gratuita e universal, das raparigas no início da adolescência tem como objectivo diminuir a incidência das doenças preveníveis pela(s) vacina(s), com destaque para o cancro do colo do útero.
Esta vacina é aplicada por rotina às jovens que fazem 13 anos de idade no respectivo ano civil.
Assim, as jovens nascidas no ano de 1997 deverão dirigir-se ao Centro de Saúde, junto do seu enfermeiro de família, para serem vacinadas gratuitamente com esta vacina.

 Nao existe qualquer motivo para as mulheres de hoje não se sentirem bem, basta estarem informadas, precaverem e consultarem o medico!

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